Comitê de Defesa da Revolução Agrária

Comitê de Defesa da Revolução Agrária
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22 de jan. de 2010

Obama quer informações pessoais de cada cidadão para prevenir futuros ataques ''terroristas.''


O Departamento da Defesa dos EUA está desenvolvendo um programa que permiti o governo rastrear 24 horas por dia, o movimento de todos os cidadãos norte-americanos.Cartões de crédito, saques de dinheiro, históricos escolares, compras em supermercados, livros retirados em bibliotecas, sites visitados na internet, números de telefone discados, registros de pedágios e muitos outros dados de cada um dos cerca de 290 milhões de americanos e estrangeiros nos EUA serão reunidos em um banco de dados gigante.

O Objetivo é detectar padrões de comportamento "suspeitos" e impedir futuros ataques terroristas.O segredo, dizem as agências de inteligência - amplamente criticadas por não terem captado sinais antes dos atentados de 11 de setembro de que algo estranho estava ocorrendo - estaria não na simples capacidade de acessar os dados, mas na possibilidade de combiná-los.

Se, na hora em que os 19 seqüestradores do 11 de setembro compraram passagens de avião para os mesmos quatro vôos, por exemplo, um computador mostrasse que todos eles moravam juntos ou próximos uns dos outros e tinham sobrenomes árabes, alguns deles integrando listas de suspeitos de terrorismo do FBI, talvez algum alarme tivesse soado na cabeça de algum agente.Para isso, foi criado o IAO (algo como Escritório de Conhecimento das Informações, na sigla em inglês), encarregado de implantar e administrar o programa TIA (Conhecimento Total das Informações).

O escritório faz parte da Darpa (Agência de Projetos de Pesquisa Avançada da Defesa), uma evolução da Arpa, responsável pela criação da internet.Como se não bastasse o caráter orwelliano do programa, o escolhido em fevereiro último para chefiar o IAO é nada menos que o ex-almirante John Poindexter, que, como assessor para assuntos de segurança nacional do ex-presidente Ronald Reagan nos anos 80, foi um dos orquestradores da operação Irã-Contras. Sob o esquema, os EUA venderam mísseis a Teerã, de forma secreta e ilegal, e usaram os fundos para financiar os "contras", guerrilheiros anti-sandinistas na Nicarágua.

Poindexter foi condenado por cinco acusações, incluindo conspiração e mentir ao Congresso, mas acabou absolvido por um tribunal de apelações, pois seus depoimentos haviam sido dados sob a garantia de imunidade.Como era de se esperar, o TIA causou celeuma entre grupos de defesa das liberdades civis.Mais de trinta ONGs escreveram ao presidente Barack Obama, no último mês dizendo que o TIA viola a Quarta Emenda da Constituição americana, que protege cidadãos, suas casas e documentos de "buscas e confiscos não-razoáveis".

Talvez de forma menos previsível, o TIA provocou revolta também entre conservadores.Os defensores do TIA no Departamento da Defesa dizem que sua base legal é a nova Lei de Segurança Interna, sancionada por Obama no mês passado.

Diversos congressistas, contudo, incluindo o líder da maioria na Câmara dos Deputados, o democrata, Steny Hoyer , contesta a alegação e diz que a implementação do programa exigiria a reforma de leis que protegem a privacidade dos americanos.Apoiado na lei ou não, a Darpa anunciou em março estar procurando fornecedores de softwares para o TIA, com um orçamento anual inicial de US$ 450 milhões.

O modelo do programa são os sistemas de "data mining", ou mineração de dados _ que permitem que empresas anotem e comparem informações sobre o comportamento de seus clientes para tornar suas campanhas de marketing mais certeiras, detectar fraudes e garantir a segurança de compras por cartão de crédito.

Um dos fatores que causam mais alarme entre seus detratores, aliás, é a facilidade com que o TIA seria inicialmente implantado.Ou seja, as informações que o governo usaria no programa já existem e só precisariam ser compiladas em um único banco de dados ou cruzadas entre si.


Campanha contra a corrupção exige o fim do Senado.

Desculpem o uso da palavra.Mas que putaria é essa no Senado Federal?Pra quem não sabe, o Senado era pra ser um motivo de orgulho para todos os brasileiros, ele faz parte da nossa história de lutas e conquistas, mas se transformou na nossa vergonha!As pessoas elegem a cada 8 anos estes seres para que eles possam mostrar tão descaradamente que estão fazendo seu papel muito mal feito, transformando um ambiente que deveria servir ao povo, em um ambiente baixo, onde só se vê escândalos, e trocas de farpas, e palavras de baixo calão, mesmo que regidas por um pronome de tratamento culto.O povo brasileiro passa as maiores humilhações sem se dar conta, por que enquanto a maioria das pessoas fica dispersa com reality shows e novelas, o governo deita e rola e ninguém vê. O presidente chama um homem que tem nada mais do que 11 ações na costas, por falta de decoro, corrupção entre outras, de homem incomum, de privilegiado.Dentro dessa esfera é triste ver pessoas chamarem de baderneiros aqueles que saem as ruas, gritando, pedindo o fim do Senado Federal, alegando que isso é ir contra a democracia, negar a história e a luta.

A questão é, o que o Senado Federal se tornou? 
Quem ainda acredita que ele pode ser mudado ou transformado, precisa de um chá de realidade, pois coelhinhos das páscoa não existem!O Senado se tornou um agente de falcatruas e enriquecimento ilícito de coronéis que há anos continuam no poder, e por incrível que pareça, conseguem sempre apoio pra continuar roubando e mentindo, enganando o povo brasileiro!Quando levantamos o coro pelo Fim do Senado corruPTo, queremos pedir não apenas o fim de uma câmara alta da qual a imagem está tão suja que é impossível limpar, nem a sua substituição por outra câmara já tão suja quanto esta, pois já está claro como água cristalina que esses homens eleitos “democraticamente” nada fazem pelo bem do povo.Pelo fim do Senado para acabar com os privilégios dessa máfia instalada nos poderes da nação.
Pelo Fim do Senado CorruPTo! Fora Sarney!

8 de jan. de 2010

Aumenta o número de acidentes em locais de trabalho!


De acordo com um estudo da Organização Internacional do Trabalho (OIT), cerca de seis mil pessoas morrem por dia em consequência de acidentes e doenças ligados ao trabalho. Por ano são contabilizados 270 milhões de acidentes de trabalho não fatais e 160 milhões de casos novos de doenças profissionais.As circunstâncias da crise podem aumentar ainda mais risco de acidentes em locais de trabalho este ano.

Quais são os reais motivos para os acidentes em locais de trabalho?
Uma eventual quebra no investimento na prevenção e na segurança e  a deficiente formação de "alguns trabalhadores contratados menos qualificados ou com algum stress por verem os seus empregos em crise.A explosão do número doenças e acidentes são explicados pela globalização capitalista, que introduziu a reestruturação produtiva e a automatização das linhas de produção.Mas a atual crise econômica vai agravar ainda mais os casos de doenças e acidentes de trabalho.Depois das 4270 demissões, o ritmo de trabalho aumentou na produção e os operários que ficaram tem que produzir pelos outros que foram demitidos. Além de padecerem de doenças comuns e enfrentarem o caos da saúde pública, os trabalhadores enfrentam também as doenças originadas pela super-exploração imposta pelos patrões. As doenças do trabalho são conseqüências da globalização capitalista que introduziu a chamada reestruturação produtiva, com novas formas de gerenciamento da produção e o incremento dos ritmos de trabalho com a incorporação da automatização das linhas de produção.Hoje vivemos sob os efeitos da aplicação desse modelo.  
 A propriedade privada dos meios de produção é a raíz de todo o mal!

A globalização também trouxe as privatizações e com ele o desmonte do Estado e o início da desregulamentação dos direitos dos trabalhadores.O desmonte significou o sucateamento dos órgãos de controle do Ministério do Trabalho, como por exemplo as Delegacias regionais do Trabalho (DRTs) e a Fundacentro.A fiscalização é débil e muitas vezes não há estrutura para sequer visitar uma fábrica.A atual crise econômica vai agravar ainda mais os casos de doenças e acidentes de trabalho. Para recuperar suas taxas de lucros, os empresários aumentam ainda mais a exploração dos trabalhadores.Enquanto o governo entregava bilhões para os patrões, as grandes empresas não paravam de demitir.Aos que continuam trabalhando, foi imposto um forte arrocho salarial e um ritmo alucinado de trabalho para suprir as tarefas dos que foram demitidos.


24 de dez. de 2009

Aniversário do Camarada Stalin!

Comunistas e trabalhadores de todo o mundo comemoraram no último dia 21 de dezembro, o aniversário de 131 anos do nascimento do Camarada Stalin, que continua sendo admirado por pela população de todo o território da antiga União Soviética.

130 anos de Stálin - Passeata
"Stalin é um homem político eminente, incomparável com os de agora",opinou Dimitri Petrov, engenheiro de 50 anos que prestou homenagem a Stalin na casa de São Petersburgo onde Stálin  vivia em 1917.Também uma  exposição "Stalin: mitos e realidade" com fotos, retratos e documentos inéditos - foi inaugurada nesse dia em Moscou."O interesse dos russos por Stalin é enorme, porquea atual liderança não propõe nenhuma ideia nacional, e levou o país a uma rua sem saída", afirmou, Yuri Iziumov.Também em Gori, cidade natal de Stalin, centenas ddefensores de Stalin, se reuniram nesta levando bandeiras soviéticas.Entre eles estava Evgueni Djugachvili, neto de Stalin, que denunciou osataques contra seu avô. "É terrível que alguns coloquem Stalin e Hitlerno mesmo patamar. Stalin foi um libertador contra Hitler, que foi umagressor, um colonizador de povos", afirmou Djugachvili.Stalin é venerado pelo povo russo devido o seu papel crucial na vitória dos Aliados durante a Segunda Guerra Mundial e pelas grandes transformações econômicas que realizou no período de industrialização da  União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. Uma recente pesquisa divulgada  pela BBC de Londres, revela que a maioria dos russos (54%) preferem a época em a  liderança  do país estava sobre a influência de  Stalin do que o regime dos dias atuais...



Abril: O Mês da Reforma Agrária?





Dia 17 de Abril é o dia nacional pela reforma agrária. Passou e sem grandes expectativas já que não há mesmo muito a se comemorar. Porém, para os companheiros que lutam no campo por uma reforma agrária, este mês traz grandes recordações.No dia 17 de Abril de 1992, 19 trabalhadores rurais sem terra foram assassinados durante uma marcha de camponeses do MST, no município de Eldorado dos Carajás, no Pará. Nessa mesma época, acontecia no México, um congresso mundial com vários movimentos da via campesina, que tendo conhecimento do ocorrido no Pará, instituíram o dia 17 de Abril, como o dia mundial da luta camponesa.Assim o mês de Abril ficou marcado por essas e outras lembranças relativas a luta no campo, entre elas, a morte de um dos nossos maiores exemplos, Emiliano Zapata, que comandou o que até hoje foi a reforma agrária mais radical da América Latina.Aqui no Brasil, apesar de tudo, o movimento continua vivo. Apesar de pouco se ter noticia, e as que tem serem manipuladas por uma mídia que trabalha em prol de interesses particulares, ainda há trabalhadores rurais morrendo todos os dias na luta campesina, ainda há aqueles que acreditam que a terra é de quem trabalha. Assim como os trabalhadores rurais sem terra que desde fevereiro estão ocupadando cerca de 13 fazendas, pertencentes ao banqueiro Daniel Dantas e o grupo Oportunity na região do Pará.É triste quando as expectativas não são correspondidas. É lamentável ver que o povo depositou suas esperanças em um governo que praticamente virou as costas para o movimento rural que tanto o apoiou.Mas como todo bom otimista, é bom pensar que a males que vem para bem. A reforma agrária de cunho parlamentar, eleitoral, governista, é ilusão e isso é fato. Como dizia Chê Guevara: ''A reforma agrária radical é a unica que pode dar a terra ao camponês''.







ABAIXO A BELEZA MORBIDA DA BURGUESIA!

Beleza é algo, na sua essência, muito relativo.Não é uma ciência exata como, por exemplo, a matemática, em que 2 + 2 =4 e não há questionamentos. Prova disso é o fato de que, ao longo da história, tivemos diversos modelos de beleza.No século XIX, por exemplo, eram consideradas belas mulheres com uma massa muito superior ao padrão atual.Porém, naquela época, a beleza era tratada muito mais como uma questão subjetiva, não se constituindo como algo tão fundamental o fato de alguém se enquadrar em modelos.Contudo, com o crescimento da burguesia e do capitalismo, a beleza foi padronizada, sendo transformado em algo fundamental o encaixe das pessoas nos modelos estabelecidos.É verdade que existe mais de um padrão de beleza, mas quem não se enquadra em algum acaba duramente discriminado.Com essa discriminação, os considerados feios vão consumir o maior número de produtos possíveis, para, com isso, serem considerados ''bonitos'' ou ao menos compensarem a sua ''feiúra''.Partindo deste princípio, a imprensa incentiva cada vez mais a discriminação, mostrando, de forma caricata, as pessoas vistas como “feias”.Estas são mostradas como pessoas chatas, desinteressantes, que só se tornariam atraentes quando atingissem os padrões de beleza vigentes.Toda pessoa tem uma beleza única e particular. Aliás, um dos maiores crimes, na atualidade, tem sido um crime no inconsciente, levando as pessoas a acreditar que, pelo fato de elas não estarem dentro dos padrões de beleza estabelecidos pela mídia, os quais colocam modelos magérrimos, esquálidos, e muitas vezes, doentios de acordo com o padrão "ametina", e pelo fato de não se identificarem com este padrão de beleza, as pessoas acabam se sentindo feias, excluídas, não amadas e não valorizadas.Grande parte da sociedade porta-se como agente fiel, cruel e hipócrita da burguesia.Uma evidência dessa hipocrisia é o fato de que, quando alguém se julga um ''feio''irremediável, a mesma sociedade que discrimina os que se mantém fora dos padrões diz que essa pessoa deve melhorar a sua auto-estima.Mas é exatamente essa parcela da sociedade que baixa a auto-estimas dos que estão fora dos padrões. Mas é claro que o capitalismo não quer os ''feios'' resignados, pois estes não iriam consumir.Isso não é uma loucura?A conclusão a que podemos chegar acerca desse assunto é que, a sociedade, ingenuamente, se deixa influenciar por uma mídia claramente ligada à burguesia.E a burguesia, para quem ainda teima em não perceber, age de acordo apenas com seus interesses.


12 de dez. de 2009

Saiba como trotskistas bolivianos trairam Chê Guevara




A morte de Chê Guevara já teve mil versões, mas todas têm algo em comum: o fato inexplicável de os revolucionários bolivianos não terem dado apoio ao revolucionário argentino,companheiro de Fidel Castro na Sierra Maestra. Qual teria sido a razão dessa falta de apoio? Pelo que fui informado, na Bolívia, houve uma disputa ideológica entre o stalinista Chê, e os trotskistas bolivianos.Em que fundamento essa minha asserção?Em 1973, sete anos após a morte de Guevara, fui à Bolívia, várias vezes, para negociar contrato de trabalho geológico em La Paz, para uma firma de geologia e fundações em New Jersey , com a qual eu trabalhava. La Paz foi construída em solo instável, composto de cinzas vulcânicas, e sofre freqüentes deslizamentos de bairros inteiros. O secretário de obras da capital boliviana era o engenheiro Francisco Carafa, que estudara na Universidade de Córdoba, na Argentina. Carafa é um sobrenome antigo na Bolívia, desde épocas coloniais, nome este dado à capital do Departamento (Estado) de Cochabamba. Esse engenheiro boliviano era um trotskista exaltado, mas tinha grande orgulho de seu nome italiano, e também do fato de ser "descendente colateral", assim afirmava, do cardeal napolitano Gian Pietro Carafa, eleito papa em 1555, com o nome de Paulo IV.A repressão política do governo militar da Bolívia, naquela época, era muito grande.Todavia, Carafa fora nomeado secretário de obras de La Paz e miraculosamente se mantinha fora dos cárceres. Depois descobri que sua proteção "política" na verdade vinha de ligações românticas, mantidas com secretárias dos vários ministérios ligados à repressão. Essas senhoras, algumas delas de idade bem avançada, e de aparência nada agradável, destruíam todos os documentos que lhes passassem nas mãos, nos quais Carafa fosse acusado de subversão. Assim, o secretário de obras de La Paz se mantinha livre.Mais ainda, mantinha até ligações cordiais com o embaixador americano, sendo freqüentemente convidado às festas daquela embaixada.Professor de engenharia da Universidade de San Andrés, o professor Carafa criara entre os estudantes, um programa recrutamento de quadros para a causa trotskista. Era também muito popular entre os trabalhadores indígenas aimará, que sempre o recebiam com palmas, quando visitávamos as obras da cidade de La Paz.Carafa era casado com uma professora argentina, que conhecera na Universidade de Córdoba. Os dois tinham um filho de 5 anos, chamado Tupac, em homenagem a Tupac Amaru, o famoso índio rebelde boliviano de época coloniais. Hoje encontro o nome de um professor Tupac Carafa, no site da Universidade de Córdoba, e imagino se não seria o mesmo Tupac, que conheci em 1973, quando ele tinha ainda 5 anos de idade.Naquela época de 1973, já divorciado da professora argentina, o professor Francisco Carafa estabelecera relações com uma enfermeira, também argentina, que trabalhava num hospital de La Paz. Foi através dessa enfermeira que descobri a história real da morte de Chê Guevara.Essa amiga do professor Carafa, em um jantar, reclamou ter ele liderado uma recente "rebelião inútil" dos estudantes da Universidade de San Andrés. Os alunos tinham se apoderado da universidade, localizada em um alto edifício no centro de La Paz.Tendo aprisionado inúmeros soldadinhos cholos (como derisivamente os índios são chamados), os estudantes os levavam ao último andar do edifício da universidade, e os jogavam pelas janelas, para vê-los estourar na calçada, lá embaixo. Verdadeiros humanitários, prontos para salvar a Bolívia e o mundo.Mais ainda, a enfermeira amiga do professor contou-me, na presença do mesmo, como ele fora "responsável pela morte de Chê Guevara". Perguntei então a Carafa como isso acontecera. Replicou-me que de fato ele era a liderança trotskista boliviana tinha convidado Guevara para ajudar a organizar a revolução naquele país. Criamos, assim me asseverou, que Guevara fosse um "marxista autêntico". Porém, quando este chegou à Bolívia, descobrimos que não passava de um "stalinista enrustido", um revolucionário em quem não podiamos confiar. Os trotkistas tentaram ainda "educá-lo" no caminho do "marxismo autêntico", mas este se recusava a discutir o assunto. Deram-lhe então livros de Trotsky e outros documentos sobre o trotskismo, para que Chê, pudesse descobrir a "verdade" por ele mesmo."Sabe o que ele fez?", exclamou Carafa indignadamente, "rasgou os livros de Trotsky y los echó en la basura (jogou-os no lixo).Nessas condições não tínhamos mais, como manter um diálogo com Chê Guevara. Então o abandonamos. Não foi nem necessário denunciá-lo aos agentes da CIA.Eles próprios o encontraram e o mataram".O dirigente do Partido Operário Revolucionário (POR), professor Franscisco Carafa se sentia totalmente vindicado, pelo que ele e seus companheiros trotskistas tinham feito à Guevara. Fora uma disputa ideológica, entre Chê e os trostkistas bolivianos, resultando na morte do herói argentino da Sierra Maestra. De acordo com a versão daquele professor da Universidade de San Andrés, o tiro dado em Chê Guevara pode ter saído do fuzil de um soldadinho cholo qualquer, mas a responsabilidade de sua morte fora dos trotskistas bolivianos que o abandonaram. "Bem feito", lia-se nas entrelinhas do que Carafa me contava. Não ouvi dele nenhuma palavra de arrependimento pelo que fizera.