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30/12/2011










03/12/2011

Síria: covardes ataques ao povo rebelde!

No início de agosto, um grande ataque foi desferido pelo acossado Estado sírio à Deir al-Zour, a maior cidade no leste do país e um dos principais palcos dos levantes populares contra a administração reacionária de Bashar al-Assad. O regime assassinou 60 pessoas em um só dia naquela cidade, em mais um episódio da feroz guerra contra o povo da nação desencadeada por al-Assad como última tentativa para manter a si próprio e a sua facção na chefia do capitalismo burocrático sírio."Para lidar com criminosos que destroem estradas, fecham cidades e aterrorizam os moradores, esse é o dever do Estado, que precisa defender a segurança e proteger a vida dos civis", disse o "presidente" Bashar al-Assad, defendendo a operação do seu exército e prenunciando palavras semelhantes ditas pelo primeiro-ministro britânico David Cameron ao se referir, dias depois, à repressão aos protestos no Reino Unido.

05/10/2011

INTENTONA INTEGRALISTA

Seguindo os pontos estabelecidos pela Constituição de 1934, o governo de Getúlio Vargas deveria restabelecer o regime democrático com a convocação das eleições presidenciais para 1937. Nesse período dois movimentos políticos surgiram no país oferecendo propostas de caráter distinto: a Aliança Nacional Libertadora – inspirada nos ditames do pensamento político comunista; e a Ação Integralista Brasileira – movimento nacionalista influenciado pelo ideário nazi-fascista.

A rearticulação do cenário político nacional expresso por esses dois movimentos dava fim ao vácuo ideológico que permitiu a deflagração da Revolução de 1930. No caso dos aliancistas, o discurso de natureza revolucionária figurava uma ameaça potencial aos interesses das alas governistas e das elites econômicas nacionais. Em 1935, alguns dos membros da ANL acabaram reforçando a desconfiança de seus opositores ao tentar concretizar um golpe de Estado durante a chamada Intentona Comunista.

A partir de então, o governo Vargas passou a utilizar desse levante para reforçar a eminente ameaça de uma ação golpista promovida pelas esquerdas. Contudo, mostrando seu comportamento dúbio, Getúlio Vargas não se manifestou contra as chapas que se apresentavam para disputar as eleições de 1938. De fato, o governo articulava em seus bastidores, com expresso apoio dos militares, o estabelecimento de um golpe que anulasse a consolidação da democracia plena no país.

Essa tendência autoritária e centralizadora era bastante próxima do projeto político dos integralistas, que viam nas liberdades democráticas uma séria ameaça ao desenvolvimento nacional. Em 1937, quando os aliados do golpe garantiram a instalação do chamado Estado Novo, os integralistas passaram a apoiar Getúlio Vargas. Em certa medida, o presidente passou a simbolizar a figura do líder supremo capaz de impor um governo rígido.

O apoio dos integralistas também se justificava na possibilidade de inserir membros do movimento no alto escalão do poder e na instalação de um novo contexto político unipartidário controlado pela AIB. Entretanto, frustrando as expectativas integralistas, Getúlio promoveu seu golpe de Estado colocando todos os partidos políticos na ilegalidade. Inconformados com essa ação, um grupo de aproximadamente oitenta integralistas realizou um ataque ao Palácio da Guanabara, em maio de 1938.

Apesar de quase conseguir invadir a residência presidencial, os integralistas acabaram sendo reprimidos pelas forças militares e policiais que apoiavam o Estado Novo. Outras ações revoltosas previstas pelos participantes foram igualmente frustradas mediante a falta de articulação dos envolvidos. Depois do acontecido, as forças governistas perseguiram e prenderam vários dos envolvidos. No ano seguinte, Plínio Salgado foi detido e, logo em seguida, levado a um exílio de seis anos em Portugal.

19/07/2011

JOVENS PALESTINOS SÃO PRESOS POR ATIRAREM PEDRAS!


Israel deteve nos últimos cinco anos 835 jovens palestinos por atirarem pedras, e sentenciou a maior parte deles a penas de prisão, segundo um relatório divulgado na segunda-feira por uma entidade de direitos humanos.O grupo israelense B'Tselem disse que os militares maltrataram e violaram os direitos dos jovens, a maioria deles com idades de 16 a 17 anos, mas alguns com apenas 12 ou 13 anos. As penas a eles variaram de alguns dias a um ano de prisão.As detenções ocorreram no período de 2005 a 2010. O relatório, baseado nos autos judiciais e em entrevistas, disse que a lei militar aplicada aos palestinos na Cisjordânia ocupada não oferece as mesmas proteções aos menores que as leis de Israel e de outros países.Os militares israelenses qualificaram o relatório de tendencioso, dizendo que ele ignora o fato de que os menores costumam ser explorados por grupos militantes, numa violação do direito internacional. Eles disseram também que as prisões e condenações dissuadem outros garotos de atirarem pedras. Jovens palestinos na Cisjordânia são habitualmente detidos pelas forças israelenses por atirarem pedras durante protestos e confrontos.